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EDUCAÇÃO

Secretaria de Estado da Educação de Alagoas
Segunda, 09 Outubro 2017 17:14
IDEB

Professores transformam Laboratórios de Aprendizagens em aliados na Prova Brasil

Espaços trabalham dificuldades de aprendizagem em língua portuguesa e matemática

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Para a Provinha Brasil, professores alagoanos têm contado com um importante aliado na preparação de seus estudantes: os laboratórios de aprendizagens (LAPs) Para a Provinha Brasil, professores alagoanos têm contado com um importante aliado na preparação de seus estudantes: os laboratórios de aprendizagens (LAPs) (Fotos: Valdir Rocha / Acervo Escola)
Texto de Manuella Nobre

Na corrida preparatória para a Prova Brasil, que será  aplicada entre os dias 23 de outubro e 3 de novembro para cerca de 7,5 milhões de estudantes dos 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º e 4º do ensino médio de todo o país, professores alagoanos têm contado com um importante aliado na preparação de seus estudantes: os laboratórios de aprendizagens (LAPs).


A avaliação é um dos elementos que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e por isto merece toda a atenção.


O trabalho desenvolvido nos Laps, que reforça o aprendizado da sala de aula, é realizado no contraturno e foca nos conhecimentos em matemática e língua portuguesa, as duas áreas abordadas na Prova Brasil, a partir dos descritores, observando aspectos como compreensão e habilidades.

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Engajamento

O objetivo de alcançar melhores resultados no Ideb é comum, da capital ao interior, em todas as redes de educação. O engajamento é geral, da gestão, equipe pedagógica até chegar na sala, entre professor e alunos, que já comemoram os avanços.


Na Escola Estadual Professor Virgínio de Campos, na Ponta da Terra, em Maceió, aproximadamente 280 alunos matriculados, 180  estão frequentando os Laps. São estudantes do 1º ao 5º ano e do  6º ao 9º ano.


“Nossa maior dificuldade é a leitura, que envolve tanto a língua portuguesa quanto a matemática. Nos laboratórios, temos trabalhado o concreto para que alcancem o abstrato”, declara a coordenadora pedagógica Ana Lucia Azevedo.

Recursos didáticos 


Os professores Luiz Carlos França, de Matemática, e Elizete Cruz, de Atividade, concordam que um dos maiores desafios dos seus alunos é a interpretação e, para isso, fazem uso de recursos disponibilizados pela escola e de materiais reciclados para despertar o interesse e concretizar o objetivo, o aprendizado da turma.

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“Além das oficinas, usamos recursos concretos disponibilizados pela escola, como os sólidos geométricos, material dourado, tagram, além de encartes de jornais e até o spinner, trabalhando jogos e outros desafios. Mostro que a matemática está em nosso dia a dia”, revela Luiz.


“Depois deste reforço, passei a responder mais coisas sobre fração, divisão. Com os materiais,  ficou mais fácil”, confirma o estudante Luiz Fernando.

Engajada na mesma missão, Elizete também soma esforços entre sala de aula e Laps para deixar seus alunos afiados na Provinha Brasil.


“Trabalhar o material da Prova Brasil exige a base. Aqui, muitos conseguem realizar o cálculo mental, mas precisamos estar atentos ao aluno que não domina. Dentro das questões da prova, vamos trabalhando nas entrelinhas, questões como o lado oposto, dado, entre outras”, avalia Elizete, ainda ressaltando a importância das formações para docentes realizadas pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

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No Sertão 

Outro exemplo da rede estadual vem de Santana do Ipanema, Sertão de Alagoas, da Escola Professor Aloísio Ernande Brandão. Lá, o Laboratório de Aprendizagem funciona diariamente, pela manhã, atendendo mais de 100 alunos, do total de 500 da unidade, segundo a diretora Agilza Maria Soares da Silva.


“Nós temos duas professoras, uma de língua portuguesa e outra de matemática. Desde o princípio são utilizados os descritores. Foram aplicados testes na escola nestas duas disciplinas. A partir daí eles foram separados pelas habilidades que já tinham e as que precisavam desenvolver. Cada turma tem no máximo de no máximo 15 alunos e frequentam o Lap duas vezes por semana, com duas horas cada”, explica Agilza.


“Como nossas professoras são muito habilidosas, além dos jogos que já tínhamos, elas elaboraram uma grande quantidade e a escola está à disposição para outras escolas que ainda não têm ideia de como organizarem seus espaços”, declara a diretora.